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Própolis reduz tempo de internação por Covid-19, diz estudo da USP

Ensaio clínico preliminar realizado em Salvador com 120 pacientes teve excelentes resultados e devem auxiliar casos graves

Por Teresa Raquel Bastos



Na mesma semana em que tivemos a aprovação das vacinas para combater o coronavírus aqui no Brasil, também foi divulgado um estudo preliminar da Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a Apis Flora que indica que a própolis reduz o tempo de internação de pacientes de Covid-19 pela metade. Ainda serão de realizados mais testes para comprovar os benefícios.


Segundo a publicação do site da USP, o trabalho Efficacy of propolis as an adjunct treatment for hospitalized COVID-19 patients: a randomized, controlled clinical trial faz parte do ensaio clínico liderado pelo pesquisador Marcelo Silveira, que contou com 124 participantes do Hospital São Rafael em Salvador (BA). Todos os pacientes fizeram o tratamento padrão, sendo que 40 pessoas receberam 400 mg/dia de própolis; 42 receberam 800 mg/dia de própolis; e 42 não receberam própolis.

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“A administração oral da substância foi segura, pois não houve eventos negativos associados ao uso. Além disso, a diminuição do tempo de internação após a intervenção foi significativa. O grupo controle, que não ingeriu própolis, ficou 12 dias hospitalizado após o início do tratamento. Já os grupos que receberam doses mais baixas e mais altas ficaram, respectivamente, 7 e 6 dias internados”, explica o professor David de Jong da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e um dos autores do estudo.


A pode ser promissora na interferência na expressão de TMPRSS2, que é uma proteína da superfície celular que está envolvida na entrada e disseminação do SARS-CoV-2 no corpo humano. Além disso, a substância pode interferir na ancoragem do vírus no ACE2, que é uma proteína que auxilia a entrada do vírus nas células.

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A substância também pode ter outros benefícios. “Outro ponto importante de destaque na pesquisa é que as propriedades da própolis podem ajudar a reduzir os processos inflamatórios por inibição da PAK1, que está associada a uma maior necessidade de cuidados intensivos e com altas taxas de mortalidade”, conta David.

Por não ter sido revisado por outros cientistas, o estudo terá como próximo passo a realização de um ensaio clínico duplo cego com placebo e mais voluntários antes de ter aplicação clínica. “Também iremos fazer análises de outros parâmetros, incluindo os anticorpos contra o vírus desenvolvidos pelo paciente. Além disso, o conhecimento adquirido através desta pesquisa abre perspectiva do uso do EPP-AF em outras doenças com potencial inflamatório”, finaliza David.


O estudo contou com a autoria de pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMR), Instituto D’Or de Pesquisa e Educação (IDOR), Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia), Hospital São Rafael e da empresa Apis Flora.





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